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Após o lançamento do “Estudo Setorial da Indústria Gráfica no Brasil”, na última quarta-feira (26/8), em Brasília, o presidente do Sebrae Nacional, Paulo Okamoto, explicou que o documento tem papel essencial de mostrar a realidade e o potencial da indústria gráfica. “Agora, sabemos como melhorar a competitividade e a sustentabilidade das empresas do setor”, afirmou. Okamoto se reuniu com empresários gráficos na sede do Sebrae Nacional, na capital federal, após o término oficial de lançamento do estudo.
O executivo ressaltou ainda a importância de dar prosseguimento ao projeto de desenvolvimento do setor gráfico a partir dos dados levantados. “Temos como auxiliar principalmente na capacitação”, argumentou. Alfried Plöger, presidente da Abigraf Nacional, apontou durante o evento a importância de qualificar a mão-de-obra da indústria, a partir dos resultados apresentados no estudo. “Temos grandes máquinas, mas precisamos de bons profissionais que saibam usá-la”, esclareceu.
Plöger destacou também a necessidade do setor calcular melhor o retorno de seu investimento. “Por sua grandeza, abrangência e nível de detalhamento, o censo inclui-se, sem qualquer dúvida, entre os melhores trabalhos do gênero já realizados no País” concluiu o executivo. Já Luiz Carlos Barbosa, diretor técnico do Sebrae Nacional, considera o estudo uma direta contribuição ao setor. “Ele fará com que tenhamos ações que tragam resultados efetivos à indústria”, esclareceu. João Ferreira dos Santos, presidente da Abigraf Regional Distrito Federal, também compôs a mesa do evento.
Marcelo Prado, diretor do IEMI – Instituto de Estudos e Marketing Industrial, empresa que realizou o levantamento de dados do trabalho, fez uma apresentação no lançamento sobre os pontos principais do documento. O economista expôs aspectos característicos da indústria que emperram seu crescimento, como o alto grau de tecnologia sem, no entanto, transformá-lo em negócios. “Tanto investimento acaba gerando endividamento”, lembrou.
O “Estudo Setorial da Indústria Gráfica no Brasil” abrange detalhado perfil da indústria gráfica nacional, com grande aprofundamento sobre o porte das empresas, atividades, número de funcionários, localização geográfica, estrutura produtiva (unidades fabris, processos, volume de produção, capacidade instalada, investimentos e máquinas), dentre outros itens. Trata-se do trabalho mais completo já feito sobre o setor no País.
Participaram ainda do evento de lançamento do estudo Reinaldo Espinosa, presidente da ABTG; Mário César de Camargo, presidente do Sindigraf-SP; Fabio Arruda Mortara, presidente da Abigraf São Paulo; e Marcio Dias de Almeida, gestor de Projetos da Apex-Brasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos. Fonte: RV&A – 28/08/2009
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